E as nossas crianças, como ficam?
Por Fabiana de Almeida Moraes

E as nossas crianças, como ficam?

Estamos assustados. Amedrontados.

Conhecendo a tão comentada expressão:      "em Pânico!!!"

Descobrimos emoções, sensações e reações, desconhecidas de nós!! Mas que estavam latentes...

Difícil estabelecer ou identificar o que mais aflige ou incomoda, se é o fato de ficar em casa (há quanto tempo não fazemos isso), de fazer home office (uau!! Como é desafiador essa pratica), se é lidar 24horas com a criançada ou até quando isso vai rolar...

Fato que o mais desafiador de tudo isso é lidar com o inesperado, com o desconhecido... desafio para nós adultos e para as crianças também.

Como tanto vem sendo sugerido, vamos lidar com a empatia. Faça o exercício de se colocar no lugar das crianças, pensar como eles...

“Papai e mamãe estão com medo!!! Deve ser sério!!!”

“Não sei?!?! Acho que não é tão legal ficar sem a Escola, porque nem para a casa da vovó eu posso ir. Não pode descer, não pode ir na casa do amigo e nem ele vir aqui”.

“Acho que tenho que ficar com medo também!!!”

Sim, é pesado para nossos pequenos, e acredite para os adolescentes também. Toda mudança abrupta altera o equilíbrio, a homeostase emocional, e o novo se torna extremamente ameaçador!!!

As crianças lidam com este processo como aprenderam a lidar com as emoções em geral, até aqui: de forma espelhada. Se meus pais assim atuaram, esse é o correto, assim é mais seguro. Essa é a mensagem fixada no funcionamento cerebral que permitirá a elaboração emocional.

Pais, por mais desafiador que isso seja a harmonia do lar, com você em casa, trabalhando precisa ser mantida. O ambiente feliz, no cultivo de emoções saudáveis se faz necessário.

Nossa!! Acabo de propor mais um desafio? Não, mas uma reflexão, lembrando que família é uma sociedade, a primeira que todo ser humano convive e vive.

Assim, podemos lembrar algumas dicas para um bom convívio social:

- As regras continuam, tem hora e lugar para as atividades (mantenha a rotina). Para os pais que estão em Home Office, enquanto trabalham as crianças executam as atividades enviadas pela Escola (não era assim nos outros dias?).

- Crie um momento de diversão: jogar um jogo, assistir um filme, dançar uma música. -Converse com seu filho sobre o que está acontecendo, seja realista e não alarmista. Não mostre o noticiário, mas coloque do seu jeito como é preciso se proteger.

- Tire proveito da tecnologia, faça contato contínuo com os avós e os amigos por vídeo chamada.

- Mas cuidado, não permita que a tecnologia faça o seu papel: é você quem vai sentar com a criança para ver o filme, jogar um jogo, ler uma história.

O afeto, a sintonia e a vida em família, serão nossos grandes aprendizados deste processo.

Fabiana Almeida de Moraes
Psicóloga Infantil – CRP 06/62.510